O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que decidirá nas próximas duas semanas se o país irá ou não se envolver diretamente na guerra entre Israel e Irã. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (19) pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.

Segundo a imprensa americana, Trump analisa a possibilidade de autorizar um ataque à instalação nuclear iraniana de Fordow, uma instalação subterrânea de enriquecimento de urânio. Fontes próximas ao governo disseram à CBS News que o presidente vê a destruição do local como uma necessidade estratégica.

Apesar das ameaças, o governo norte-americano afirma que ainda existe espaço para a diplomacia. Analistas internacionais acreditam que o prazo anunciado por Trump abre uma “janela diplomática” para possíveis negociações.

Do lado iraniano, o vice-ministro das Relações Exteriores, Saeed Khatibzadeh, alertou que a participação dos EUA no conflito poderá transformar a situação em “um inferno para toda a região”. Khatibzadeh também criticou as recentes declarações públicas de Trump, que considera “confusas e contraditórias”, e acusou Israel de sabotar as negociações sobre o acordo nuclear.

Na última semana, Israel realizou uma série de ataques a instalações nucleares no Irã, incluindo o reator de Arak e a usina de Natanz. Um hospital em Israel, o Soroka Medical Center, também foi atingido por mísseis iranianos, deixando mais de 70 feridos. Israel alega que o alvo principal era uma base militar nas proximidades.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que as Forças de Defesa de Israel continuam atacando alvos estratégicos iranianos e prometeu resposta dura aos ataques sofridos. Já o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, declarou que o país não irá ceder à pressão internacional e rejeitou qualquer possibilidade de rendição incondicional.

Enquanto a tensão cresce, manifestações de preocupação surgem em todo o mundo. O Irã também denunciou Israel à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), acusando o país de violar leis internacionais ao atacar instalações nucleares.

A crise atinge um momento delicado, com riscos de ampliação do conflito para outras regiões do Oriente Médio e forte impacto nas relações internacionais.

Fonte: Portal Litoral Sul

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